Estamos cada vez mais próximos de vivenciarmos o estágio e neste semestre, podemos pensar mais profundamente em como iremos conduzir esse momento do curso. Com o Trabalho de Arquiteturas Pedagógicas, que como o nome sugere, vai mostrar como iremos “montar”,ou melhor, em cima de que base construiremos a forma como vamos trabalhar em nossa sala de aula, refletimos bastante sobre nossas escolhas pedagógicas.
Escolhemos o PA, por nos convencermos de que, entre tantas possíveis formas de se trabalhar, ele se mostra uma forma muito mais democrática, onde todos participam da construção do conhecimento.
Embora acredite nos benefícios do trabalho com PA, sinto-me aflita e insegura em trabalhar dessa forma em meu estágio, que já está tão próximo, pois esbarramos em muitas dificuldades, desde o medo de trabalhar com algo diferente, ainda mais se tratando de crianças pequenas, como será o meu caso, pois tenho uma turma de alfabetização, 2º ano. Além disso, esbarramos em dificuldades que não dependem de nossa vontade, como o fato de nossa escola não contar com muitos recursos que facilitariam o desenvolvimento do PA, como o grande número de alunos por turma, a falta de uma orientação educacional, falta de biblioteca de laboratório de informática, como exemplos.
Também estamos vivenciando um momento nada democrático no jeito de governar em nossa estado, o que afeta bastante a nossa escola, sabendo que esta pertence a rede estadual de ensino. A secretaria de educação está pressionando as escolas a aderirem a programas de alfabetização, comprados (Como exemplo os do Instituto Ayrton Senna), o que tira completamente a autonomia do professor e que além disso, na minha opinião o torna um mero executor de aulas prontas, sem nelas colocar a sua visão de mundo.
Enfim, penso que o desafio será grande e que teremos que ter muita perseverança e nos empenhar o máximo e sobretudo, acreditar em nossa capacidade.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
EJA - Pesquisa em grupo

Quero registrar aqui nossas conclusões sobre o trabalho realizado na Interdisciplina de EJA que nos auxiliou a compreender melhor a realidade da Educação de Jovens e Adultos em nossa região.
Os jovens e adultos freqüentadores da EJA são indivíduos que estão em busca de uma graduação que lhes certifique a possibilidade de obter uma vaga mais segura no mercado de trabalho existente.
Apresentam uma grande vontade de superar os obstáculos encontrados no trabalho realizado durante o dia, ou na falta dele, para se fazerem presentes às aulas noturnas.
São ingênuos em sua visão de mundo, já que não conseguem vincular suas impossibilidades de prosseguirem os estudos escolares com o processo social que é excludente.
São excluídos, portanto, do acesso aos bens educacionais e culturais.
Apresentam vínculos fortes com a família de origem.
São alunos jovens, que em termos de quantidade já começam a superar a participação dos adultos.
A escola tem se utilizado de metodologias que se assentam em princípios apassivadores desses indivíduos.
Existe uma mera transposição das metodologias utilizadas no ensino regular para os alunos da EJA.
Não conseguem encontrar motivação suficiente na escola, para prosseguirem seus estudos.
Filme Menino Selvagem
Assistindo ao filme, "O menino Selvagem" pude fazer várias ligações com as condições de uma criança surda, quando chega numa escola regular. Esta criança vive no seu mundo, de certa forma, pois dentro da sua família, as configurações são diferentes da escola. Quando esta criança chega na escola, ela se sentirá insegura e vai reagir da sua maneira, do jeito que pode se comunicar e quem estiver ao seu redor, o professor, principalmente, precisa ter muito tato, para chegar nessa criança e aos poucos criar uma relação com ela, de confiança, carinho e entendimento. No caso do filme a situação era extrema, pois se tratava de uma criança selvagem, que não tinha nenhum hábito da civilização de sua época, além disso naquela época ainda não existiam todos os conhecimentos que existem hoje. Pensando numa situação atual, podemos imaginar que uma criança que chega em nossa sala de aula, vai sentir-se perdida, pois terá que interagir com um mundo que não conhece, terá que aprender regras de convívio que muitas vezes não está habituada.
No filme, o professor Itard e a governanta, demonstraram muita dedicação e carinho com o menino, mesmo com a incredibilidade de muitos e com seu próprio desânimo, muitas vezes demonstrado, ele superou e perseverou no seu objetivo, acreditando que todo ser humano tem condições de aprender, se forem oferecidas oportunidades, dessa forma, no seu ritmo, o menino foi mostrando progressos e respondendo a estímulos.
Dessa mesma forma, muitas vezes temos alunos que precisam de nossa dedicação extrema, pois por vários motivos necessitam de mais estímulos para conseguirem relacionar a sua realidade com o mundo, entenderem sua inserção na sociedade, não apenas alunos surdos, que é o caso que tratamos aqui.
A maneira como o professor Itard “trabalhou” com o menino, me chamou atenção, claro que ele não acertou sempre, mas as técnicas que utilizava eram sempre pensadas a partir do entendimento de que ele precisava de formas diferentes para chegar naquela criança, ou seja, ele percebia que para que aquele menino aprendesse seria preciso maneiras diferentes das tradicionais daquela época. E nas vezes que seus procedimentos não “saíam” como o esperado, ele usava isso para reavaliar seu trabalho e pensar em outras maneiras de agir.
No geral, o filme nos faz refletir em como a visão que se tinha sobre os sujeitos surdos mudou, claro que ainda existe preconceito e muita desinformação por parte da sociedade, mas aos poucos essas limitações estão sendo vencidas e com o tempo, talvez, teremos uma sociedade onde todos sejam igualmente respeitados, tendo as mesmas oportunidades, com os mesmos direitos assegurados e podendo exercer a cidadania com consciência.
No filme, o professor Itard e a governanta, demonstraram muita dedicação e carinho com o menino, mesmo com a incredibilidade de muitos e com seu próprio desânimo, muitas vezes demonstrado, ele superou e perseverou no seu objetivo, acreditando que todo ser humano tem condições de aprender, se forem oferecidas oportunidades, dessa forma, no seu ritmo, o menino foi mostrando progressos e respondendo a estímulos.
Dessa mesma forma, muitas vezes temos alunos que precisam de nossa dedicação extrema, pois por vários motivos necessitam de mais estímulos para conseguirem relacionar a sua realidade com o mundo, entenderem sua inserção na sociedade, não apenas alunos surdos, que é o caso que tratamos aqui.
A maneira como o professor Itard “trabalhou” com o menino, me chamou atenção, claro que ele não acertou sempre, mas as técnicas que utilizava eram sempre pensadas a partir do entendimento de que ele precisava de formas diferentes para chegar naquela criança, ou seja, ele percebia que para que aquele menino aprendesse seria preciso maneiras diferentes das tradicionais daquela época. E nas vezes que seus procedimentos não “saíam” como o esperado, ele usava isso para reavaliar seu trabalho e pensar em outras maneiras de agir.
No geral, o filme nos faz refletir em como a visão que se tinha sobre os sujeitos surdos mudou, claro que ainda existe preconceito e muita desinformação por parte da sociedade, mas aos poucos essas limitações estão sendo vencidas e com o tempo, talvez, teremos uma sociedade onde todos sejam igualmente respeitados, tendo as mesmas oportunidades, com os mesmos direitos assegurados e podendo exercer a cidadania com consciência.
Avaliação na minha prática docente
Trabalho com uma turma de segundo ano e procuro avaliar meus alunos durante todo o processo ensino-aprendizagem, utilizando recursos variados, não faço provas, pois acredito que não são necessárias, pois podemos perceber os avanços dos alunos em diversos momentos em sala de aula. Levo em consideração o relacionamento com os colegas, mudanças de atitudes, participação, compromisso e a evolução na aprendizagem, por exemplo, na questão da alfabetização procuro observar constantemente em que nível de escrita meus alunos se encontram para o planejamento de atividades. Procuro utilizar a avaliação para repensar meu trabalho e traçar novos caminhos. Em nossa escola utilizamos apenas o parecer descritivo, o que facilita uma avaliação mais mediadora, pois propicia uma visão mais ampla do aluno, não apenas de sua evolução na aquisição de conhecimento, mas sua participação, seu comportamento, suas atitudes. Porém, penso que se as palavras não forem usadas de maneira bem pensada elas também podem servir para classificar o aluno, para isso é preciso que sejam definidos critérios bem claros. Ainda não é oportunizado que os alunos também avaliem o processo ensino-aprendizagem. Acredito que para aperfeiçoar nossa prática quanto à avaliação é necessário enxergar meu aluno como um ser único e não compará-lo a um ideal, o professor deve perceber o seu crescimento individual, utilizar a avaliação para perceber o seu trabalho e traçar novos rumos, fazendo com que a avaliação seja contínua, participativa e construtiva, desse modo, com certeza teremos professores e alunos mais felizes.
A postura ética do professor frente à avaliação
Vemos que muitos professores não conhecem o verdadeiro papel da avaliação, muitos se autodefinem antitradicionais, porém, na prática, não é isso que acontece, ainda são aplicadas provas em fins de trimestre, que servirão de base para classificar os alunos, dessa forma o professor deixa de assumir uma postura ética, pois não respeita o aluno como um ser humano, tirando-lhe o direito de entender esse processo, fazendo com que muitas vezes o aluno sinta-se inferior, sem capacidade. Sabemos que o papel do professor na mudança da prática avaliativa é fundamental e que uma mudança de postura e de comportamento não é fácil, pois são muitos os problemas enfrentados na realidade escolar das escolas públicas (principalmente), mas é necessário que haja uma conscientização e comprometimento especial por parte do professor para que aconteçam as mudanças necessárias na forma de avaliar.
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SI VII
Avaliação "Classificatória" X "Mediadora"
De acordo com o texto,“O contexto da prática avaliativa no cotidiano escolar” a avaliação classificatória não é contínua, acontece em épocas distintas, apenas classifica e rotula os alunos, não serve para repensar o trabalho, mas apenas para verificar se o aluno sabe o conteúdo ou não, ou seja, não está de acordo com os pressupostos reais da avaliação, apenas o professor decide os critérios. A avaliação mediadora ocorre durante todo o processo ensino-aprendizagem, serve para diagnosticar e repensar o trabalho, entende o aluno como um ser único e não o compara há um modelo idealizado, mas acompanha o seu crescimento, além disso ela é democrática, pois todos devem participar das decisões de seu processo.
A avaliação recebe uma visão reducionista quando é pensada como momentos estanques de medição de conhecimento, deixando de lado sua função diagnosticadora, onde apenas a capacidade de memorização é valorizada, quando apenas um instrumento de avaliação é utilizado (geralmente provas ou testes) e também quando é levado em conta apenas o rendimento final do aluno, como se a aprendizagem não fosse um processo contínuo. O aluno não é visto como um todo integrado e seu crescimento não é valorizado.
A avaliação recebe uma visão unilateral quando apenas um dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem é avaliado, neste caso o aluno. Apenas o professor detém o poder de verificar o rendimento dos alunos, não oportunizando que todos possam pensar sobre as dificuldades, o trabalho realizado e apontar soluções. Está visão é autoritária e anti-democrática. O ideal seria que todos pudessem participar do processo avaliativo, não só na avaliação dos alunos, mas dos professores e da escola.
A avaliação recebe uma visão reducionista quando é pensada como momentos estanques de medição de conhecimento, deixando de lado sua função diagnosticadora, onde apenas a capacidade de memorização é valorizada, quando apenas um instrumento de avaliação é utilizado (geralmente provas ou testes) e também quando é levado em conta apenas o rendimento final do aluno, como se a aprendizagem não fosse um processo contínuo. O aluno não é visto como um todo integrado e seu crescimento não é valorizado.
A avaliação recebe uma visão unilateral quando apenas um dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem é avaliado, neste caso o aluno. Apenas o professor detém o poder de verificar o rendimento dos alunos, não oportunizando que todos possam pensar sobre as dificuldades, o trabalho realizado e apontar soluções. Está visão é autoritária e anti-democrática. O ideal seria que todos pudessem participar do processo avaliativo, não só na avaliação dos alunos, mas dos professores e da escola.
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Respeito
Infelizmente ainda existem poucas pessoas surdas trabalhando em escolas, como foi visto e a grande maioria dos professores ouvintes não possui conhecimento em LIBRAS, assim, percebemos que as escolas ainda não estão realmente preparadas para receberem alunos surdos, com condições de oferecer as mesmas oportunidades que aos alunos ouvintes.
Em algumas escolas públicas existem intérpretes, o que é muito bom, pois assim os alunos surdos tem condições de “acompanhar” as aulas e de ter alguma interação com o grupo, porém, penso que apenas esse recurso não traz possibilidades de reais trocas e de desenvolvimento para o aluno surdo. Seria interessante que ele pudesse conviver de maneira mais livre sem depender de alguém para se comunicar. Deveriam existir mais professores surdos nas escolas, pois seriam tidos como referências para os alunos perceberem que podem chegar aonde quiserem, além disso a escola deveria oferecer atividades que promovessem encontros de surdos, para que estes pudessem exercer o convívio com a comunidade surda, conhecer sua cultura própria e poder aprimorar sua língua, a LIBRAS. Penso que seria interessante se a LIBRAS fosse oferecida nas escolas como opção de uma segunda língua para os alunos ouvintes, inclusive o alfabeto em libras deveria ser ensinado desde cedo para as crianças, do mesmo modo que para os alunos surdos o Português aparece como segunda língua.
Trabalho em uma escola pública estadual e percebo que as escolas estaduais são as que menos oferecem recursos extras para facilitar a aprendizagem, não apenas para alunos surdos, ou de inclusão, mas para todos os alunos. Há uns 5 anos atrás uma menina surda foi aceita em nossa escola, na quarta série do ensino fundamental, a professora que era ouvinte, não tinha intérprete e não dominava LIBRAS, a menina conseguia entender a aula porque já sabia ler e escrever e porque conseguia decifrar o que falavam (algumas coisas) através da leitura dos lábios (oralismo), imagino como não era frustrante para essa menina não poder se comunicar com seus colegas e também angustiante para a professora, por se sentir de mãos amarradas.
Os professores necessitam obter mais conhecimento sobre a identidade surda, sua história e sua língua para que possam trabalhar de uma forma que respeite as diferenças, proporcionando condições para que todos tenham as mesmas oportunidades.
Em algumas escolas públicas existem intérpretes, o que é muito bom, pois assim os alunos surdos tem condições de “acompanhar” as aulas e de ter alguma interação com o grupo, porém, penso que apenas esse recurso não traz possibilidades de reais trocas e de desenvolvimento para o aluno surdo. Seria interessante que ele pudesse conviver de maneira mais livre sem depender de alguém para se comunicar. Deveriam existir mais professores surdos nas escolas, pois seriam tidos como referências para os alunos perceberem que podem chegar aonde quiserem, além disso a escola deveria oferecer atividades que promovessem encontros de surdos, para que estes pudessem exercer o convívio com a comunidade surda, conhecer sua cultura própria e poder aprimorar sua língua, a LIBRAS. Penso que seria interessante se a LIBRAS fosse oferecida nas escolas como opção de uma segunda língua para os alunos ouvintes, inclusive o alfabeto em libras deveria ser ensinado desde cedo para as crianças, do mesmo modo que para os alunos surdos o Português aparece como segunda língua.
Trabalho em uma escola pública estadual e percebo que as escolas estaduais são as que menos oferecem recursos extras para facilitar a aprendizagem, não apenas para alunos surdos, ou de inclusão, mas para todos os alunos. Há uns 5 anos atrás uma menina surda foi aceita em nossa escola, na quarta série do ensino fundamental, a professora que era ouvinte, não tinha intérprete e não dominava LIBRAS, a menina conseguia entender a aula porque já sabia ler e escrever e porque conseguia decifrar o que falavam (algumas coisas) através da leitura dos lábios (oralismo), imagino como não era frustrante para essa menina não poder se comunicar com seus colegas e também angustiante para a professora, por se sentir de mãos amarradas.
Os professores necessitam obter mais conhecimento sobre a identidade surda, sua história e sua língua para que possam trabalhar de uma forma que respeite as diferenças, proporcionando condições para que todos tenham as mesmas oportunidades.
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