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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Lutar é preciso
Sou professora nomeada pelo estado desde 2000, sou filiada ao CPERS Sindicato. O problema primordial nesse país é que a educação não é vista como a base de tudo. Os governos iludem a população com promessas de resoluções de problemas, como a saúde e a segurança, fazendo com que todos não percebam que um povo sem educação, sem cultura, nunca crescerá de verdade. Concordo com o que a colega Zilá escreveu e me sinto revoltada e também culpada por toda a situação que estamos vivendo em nosso estado. Nós professores tínhamos que estar todos em greve, mas sentimos medo, medo de não recebermos nosso dinheiro no final do mês, medo do que pode vir a acontecer, infelizmente mudanças só acontecerão se nós mesmas lutarmos por isso...as mudanças começam pela base, não vem de cima. Existe um plano de carreira, que não funciona, temos um baixo salário, faltam profissionais nas escolas e estamos vivenciando agora um momento de retrocesso na educação do nosso estado, onde pessoas que não entendem nada de educação querem empurrar \"goela abaixo\" projetos pedagógicos comprados, vindos de fora do estado, quer adotar medidas para avaliar e premiar as escolas e os professores que conseguirem boas notas, não levando em consideração as diversas realidades que são encontradas de região para região, escola para escola...é um absurdo, revoltante! E pior que isso é que estamos aceitando tudo quietas, precisamos tomar atitude(falo isso pra mim mesma!) afinal só seremos valorizadas como profissionais da educação quando nós mesmas nos valorizarmos e lutarmos para participar de todas as decisões que dizem respeito ao nosso trabalho.
Conselhos Educacionais
Penso que a educação brasileira já deu muitos passos importantes para alcançar uma melhor qualidade. O fato de termos conselhos que fiscalizam as verbas destinadas à educação já é algo que colabora para que os recursos não sejam desviados, como acontecia bastante em outros tempos. Porém, penso que esses recursos ainda são poucos para que a educação pública no Brasil consiga atender as necessidades da população, de acordo com a realidade social em que vivemos. No caso da merenda escolar, penso que demos um grande passo.
Atualmente, a verba é repassada diretamente para as escolas, o que melhorou muito a qualidade da merenda escolar, pois é possível comprar alimentos mais de acordo com as preferências das crianças, observando costumes regionais e clima, por exemplo. Além disso, os alimentos são sempre de boa qualidade, fresquinhos e entregues no dia de seu consumo, no caso dos perecíveis. Existem também órgãos que visitam as escolas a fim de observar se todas estão regularizadas e as merendeiras têm encontros com nutricionistas e técnicos para melhorar cada vez mais a qualidade da merenda. A merenda escolar é uma parte importante na educação recebida nas escolas públicas, pois é um complemento na alimentação dos alunos.
Porém, ainda há vários “setores” em que a educação precisa ser melhorada, ainda existe muita burocracia no repasse de verbas para as escolas. Claro que é importante ter um controle, afinal trata-se de dinheiro público, mas penso que poderia ser mais simplificado, como por exemplo, uma verba única que poderia ser administrada pela escola, de acordo com as suas necessidades. Além disso, a verba é insuficiente, para atender a todas as necessidades que a escola necessita.
Atualmente, a verba é repassada diretamente para as escolas, o que melhorou muito a qualidade da merenda escolar, pois é possível comprar alimentos mais de acordo com as preferências das crianças, observando costumes regionais e clima, por exemplo. Além disso, os alimentos são sempre de boa qualidade, fresquinhos e entregues no dia de seu consumo, no caso dos perecíveis. Existem também órgãos que visitam as escolas a fim de observar se todas estão regularizadas e as merendeiras têm encontros com nutricionistas e técnicos para melhorar cada vez mais a qualidade da merenda. A merenda escolar é uma parte importante na educação recebida nas escolas públicas, pois é um complemento na alimentação dos alunos.
Porém, ainda há vários “setores” em que a educação precisa ser melhorada, ainda existe muita burocracia no repasse de verbas para as escolas. Claro que é importante ter um controle, afinal trata-se de dinheiro público, mas penso que poderia ser mais simplificado, como por exemplo, uma verba única que poderia ser administrada pela escola, de acordo com as suas necessidades. Além disso, a verba é insuficiente, para atender a todas as necessidades que a escola necessita.
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Educação: Responsabilidade de todos.
Nosso país é organizado de uma forma federalista, ou seja, temos municípios que fazem parte de um estado e esses por sua vez fazem parte de um país, sendo que, o país deve zelar pelo bem de todas as “federações”, assim como os municípios e estados devem fazer a sua parte, de acordo com suas funções para que o país progrida.
Da mesma forma está organizada a educação, pelo menos no papel. A legislação deixa claro as funções dos municípios, estados e do país, dizendo o que compete há cada um no que diz respeito à educação pública, assim o país deve ser responsável pela educação superior, o estado deve priorizar o ensino médio e os municípios o ensino fundamental e a educação infantil. Diz a lei também que todos os âmbitos devem estar unidos em prol do bem da educação, que mesmo que não seja necessário ofertar algum nível de ensino, ele deve ser garantido. Por exemplo, o estado, não é obrigado há ofertar o ensino fundamental, nas séries iniciais, mas deve garanti-lo e criar condições para que este seja oferecido pelo município ou até mesmo oferecê-lo, se necessário.
Assim há uma descentralização do poder, várias esferas do governo podem tomar decisões, claro, sempre respeitando a constituição. É uma forma mais democrática de governar, pois assim, o governo fica mais próximo do povo e consegue observar as necessidades, as características que a sua região tem. Num governo democrático, em um país tão grande, é uma forma de garantir a unidade de todo o estado. Assim sendo, também no que diz respeito à educação deve-se seguir os mesmos preceitos. Segundo a legislação os estados devem assegurar o ensino fundamental e oferecer o ensino médio com prioridade. Os municípios devem oferecer o ensino fundamental e educação infantil, podendo oferecer educação em outros níveis de ensino quando supridas as necessidades básicas. O estado (país) deve zelar por estados e municípios e garantir a oferta de educação.
Porém, vemos muitas contradições entre a lei e a prática. Trabalho em uma escola estadual e vejo que ao invés de colaboração, existe um empurra-empurra de responsabilidades e podemos ver até muitas irregularidades. O município mantém uma escola que oferece ensino médio, sendo que muitas crianças esperam na fila por vagas em creches. A prefeitura não vê as escolas estaduais como parte do município, pois quando há eventos as escolas estaduais raramente são convidadas. A coordenadoria também não vê as escolas municipais como parte das responsabilidades do estado. Nem mesmo as verbas são respeitadas, está estabelecido em lei quando deve ser destinado à educação da renda de municípios, estados e do país e a verba que vem do estado não está sendo paga por completo. Enfim, são vários absurdos cometidos contra a educação. E para que as coisas comecem há funcionar como são previstas em lei cabe há todos nós fiscalizarmos o que está sendo feito e exigir que todos assumam compromisso com a educação do nosso país, seja em âmbito municipal, estadual ou federal. Pois somente com uma educação de qualidade seremos uma nação soberana, com cidadãos dignos que valorizam o trabalho, a livre iniciativa e o pluralismo político, enfim, viveremos uma real democracia.
Da mesma forma está organizada a educação, pelo menos no papel. A legislação deixa claro as funções dos municípios, estados e do país, dizendo o que compete há cada um no que diz respeito à educação pública, assim o país deve ser responsável pela educação superior, o estado deve priorizar o ensino médio e os municípios o ensino fundamental e a educação infantil. Diz a lei também que todos os âmbitos devem estar unidos em prol do bem da educação, que mesmo que não seja necessário ofertar algum nível de ensino, ele deve ser garantido. Por exemplo, o estado, não é obrigado há ofertar o ensino fundamental, nas séries iniciais, mas deve garanti-lo e criar condições para que este seja oferecido pelo município ou até mesmo oferecê-lo, se necessário.
Assim há uma descentralização do poder, várias esferas do governo podem tomar decisões, claro, sempre respeitando a constituição. É uma forma mais democrática de governar, pois assim, o governo fica mais próximo do povo e consegue observar as necessidades, as características que a sua região tem. Num governo democrático, em um país tão grande, é uma forma de garantir a unidade de todo o estado. Assim sendo, também no que diz respeito à educação deve-se seguir os mesmos preceitos. Segundo a legislação os estados devem assegurar o ensino fundamental e oferecer o ensino médio com prioridade. Os municípios devem oferecer o ensino fundamental e educação infantil, podendo oferecer educação em outros níveis de ensino quando supridas as necessidades básicas. O estado (país) deve zelar por estados e municípios e garantir a oferta de educação.
Porém, vemos muitas contradições entre a lei e a prática. Trabalho em uma escola estadual e vejo que ao invés de colaboração, existe um empurra-empurra de responsabilidades e podemos ver até muitas irregularidades. O município mantém uma escola que oferece ensino médio, sendo que muitas crianças esperam na fila por vagas em creches. A prefeitura não vê as escolas estaduais como parte do município, pois quando há eventos as escolas estaduais raramente são convidadas. A coordenadoria também não vê as escolas municipais como parte das responsabilidades do estado. Nem mesmo as verbas são respeitadas, está estabelecido em lei quando deve ser destinado à educação da renda de municípios, estados e do país e a verba que vem do estado não está sendo paga por completo. Enfim, são vários absurdos cometidos contra a educação. E para que as coisas comecem há funcionar como são previstas em lei cabe há todos nós fiscalizarmos o que está sendo feito e exigir que todos assumam compromisso com a educação do nosso país, seja em âmbito municipal, estadual ou federal. Pois somente com uma educação de qualidade seremos uma nação soberana, com cidadãos dignos que valorizam o trabalho, a livre iniciativa e o pluralismo político, enfim, viveremos uma real democracia.
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