Lendo o texto de Adorno, penso em como ele é atual, o que vemos hoje é exatamente o que está escrito neste ensaio.
Podemos ver todos os dias nos jornais de todo o mundo fatos de barbárie, que chocam pela crueldade, sejam casos isolados ou verdadeiros genocídios, como os que vemos nas guerras da atualidade. A educação formal, que recebemos na escola, tem sim importância na construção dos cidadãos, no caráter dos indivíduos, mas penso que a base está na educação que recebemos na família.
A criança precisa sentir-se amada, valorizada, importante e o que vemos atualmente é uma desestruturação das famílias e de seus valores. Não falo apenas na desestruturação dos personagens de uma família, mas das funções que esta entidade exercia, proteger, amar e educar as suas crianças.
A realidade que temos em nossas salas de aula é de crianças , na sua grande maioria, com famílias que não passam mais valores, os pais não impõem limites aos seus filhos, pensam demonstrar carinho mimando essas crianças, quando, na verdade estão criando indivíduos egoístas. Os pais pensam mais em si que nos filhos, não lhes dando atenção, não os escutando e também não lhes ensinando ou dizendo nada, lhes dão vários brinquedos para que estes não os perturbem, deixam assistir a tudo o que querem na tv, jogar todos os jogos de vídeo game, acessar a todos os sites, sem filtrar, sem delimitar o que pode e não pode, ainda por cima, quando tentam “corrigir” essa criança, o fazem com “pancadas”, pior ainda são os pais que violentam suas crianças, enfim, nas escolas vemos crianças que só agridem aos outros, não cuidam do material, da escola, não sabem brincar, não se concentram, não tem objetivos. Penso que a escola é de fundamental importância para reverter esse quadro, pois se conseguir conscientizar esses alunos, que um dia serão pais, poderemos ter uma nova sociedade. Enquanto professores, temos o papel de mostrar para os alunos as diversas possibilidades e conscientizá-los para as conseqüências de todo ato , mostrando que é possível escolher um novo caminho. Isso pode ser trabalhado desde cedo com os pequenos, através das brincadeiras, dos jogos, das expressões artísticas e literárias, enfim, possibilitar que a criança, desde cedo, possa recriar seu mundo, para que um dia seja capaz de pensar sobre a sua realidade e transformá-la, afinal, isso que dá sentido a vida, a possibilidade de um mundo melhor.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
A inclusão é possível.
Lendo o texto de Cláudio Baptista (Entre Edifícios e Tendas), percebi que estamos vivendo um momento importante, pois o debate do tema inclusão está fazendo com que todos nos questionemos sobre o assunto. A educação, no Brasil ainda está muito arraigada no pressuposto Empirista, onde o aluno é considerado folha de papel em branco que o professor tem a tarefa de preencher, sendo ele o detentor de conhecimento, nessa idéia o professor é quem ensina e o aluno o que aprende. A partir das discussões que vem sendo feitas por educadores, através do estudo das idéias de vários escritores, como Paulo Freire, por exemplo, está sendo construída, ainda que lentamente, uma nova concepção do papel da educação na escola. Nesse novo pensamento do que é fazer educação, encontra-se também a discussão da inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino. Porém, para que aconteça uma inclusão verdadeira, onde indivíduos com necessidades especiais sejam atendidos nas escolas regulares com as mesmas oportunidades que todas as outras crianças, é preciso que aconteça uma reestruturação muito importante, não somente nos espaços físicos, mas principalmente no modo de pensar dos educadores e da sociedade em geral. É preciso entender a educação como uma construção onde a troca é fundamental. O aluno aprende a partir do confronto de suas concepções/percepções com novos conhecimentos, surgindo daí uma nova visão. Para a educação inclusiva é necessário que o professor seja capaz de enxergar a diversidade e de planejar sua aula a partir disto, assim, deve ser flexível e estar aberto para novas idéias, para que consiga propiciar a todos os alunos a troca, de idéias e visões, de experiências e assim oportunizar a construção de conhecimento. Nessa nova perspectiva de educação, é necessário enxergar cada aluno em especial e planejar com flexibilidade para que seja construído um ambiente onde todos os indivíduos envolvidos no processo educativo sejam autores e não meros expectadores. Cláudio Batista usa uma metáfora para ilustrar a educação atual com a pretendida e necessária. Compara a educação atual com edifícios, rígidos e imutáveis e propões uma educação que se compara a tendas leves e passíveis de mudanças de acordo com as necessidades. “As tendas são mais leves e suas paredes de tecidos permitem a passagem da luz e do vento; podem ser desarmadas e transportadas para locais distantes, acompanhando o per(curso) dos interessados; montam-se de maneiras variadas, permitindo a negociação que transforma os modelos de ação, os locais escolhidos e os modelos destinados. Vale lembrar que a tenda pode ser um objeto complexo, apesar da simplicidade do seu desenho físico: as hastes devem ser flexíveis, mas resistentes; o tecido deve suportar as intempéries, sendo leve durante o transporte;a base deve ser macia, mas não pode deixar que passem a umidade e possíveis invasores”
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Desenvolvimento da moralidade
Lendo o texto de Jaqueline Picetti, pensei em várias situações de sala de aula. Trabalho com um segundo ano, como já relatei em outras atividades, meus alunos tem entre sete e oito anos, com exceção de um, com quatorze e portador de síndrome de Down. Penso que como todo aprendizado, existe uma interação com o que já se conhece e os novos conhecimentos, que resultará numa nova maneira de entender, assim também a noção da moralidade é construída. Os conflitos que observo na minha turma são sempre muito parecidos. Exemplos: um aluno bate o braço, sem querer, no colega e este borra o que estava escrevendo, este por sua vez risca o caderno do outro colega, que revida riscando novamente o caderno ou jogando algum material longe. Outra situação: Na fila um colega esbarra em outro, sem intenção, este devolve o empurrão, o outro, então revida batendo. Ao conversar com esses alunos, percebo que eles nunca conseguem perceber o que eles mesmos fizeram, sempre culpam aos outros. Penso que estas atitudes demonstram bem a fase de desenvolvimento em que as crianças estão, onde o egocentrismo ainda está presente. Tenho um aluno que, pelo que percebo, tem uma família bastante desestruturada, tem irmãos que estão em instituições de reabilitação de menores, os pais estão separados e pelo seu comportamento agressivo, percebe-se que provavelmente não demonstram amor pelo seu filho, além disso, desde o início do ano letivo não compareceram nenhuma vez para conversar com a professora, demonstrando o pouco interesse que tem pelo filho. Este aluno, muitas vezes agride os colegas, tanto fisicamente quanto verbalmente, provavelmente porque ele entende que este é o jeito de fazer justiça em qualquer situação. Penso que a criança constrói sua moralidade observando as situações ao seu redor, se este aluno vê seus pais resolvendo tudo na base da violência, provavelmente vai entender que este é o único meio para solucionar os problemas. Todas as crianças passam pelas mesmas fases, porém o meio onde são criadas também influencia no modo como entendem e constroem suas visões, seus entendimentos de como funciona a sociedade,
Penso que a escola deve proporcionar momentos de debate nas salas de aula para pensar nas atitudes de cada um e nas suas conseqüências, oportunizando a discussão de novas maneiras de resolver esses conflitos, para que se eduque para a paz, para a tolerância e com o sentimento de que aquilo que não se quer pra si, não se faz aos outros.
Penso que a escola deve proporcionar momentos de debate nas salas de aula para pensar nas atitudes de cada um e nas suas conseqüências, oportunizando a discussão de novas maneiras de resolver esses conflitos, para que se eduque para a paz, para a tolerância e com o sentimento de que aquilo que não se quer pra si, não se faz aos outros.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Portfólio de Aprendizagens
Com o trabalho de analisar o portfólio de outras colegas pude refletir da importância e função deste tipo de trabalho.
A regularidade nas postagens ajuda bastante, pois assim, pode-se ter um acompanhamento maior das aprendizagens construídas ao longo do semestre, sendo possível assim, analisar e refletir sobre as mesmas durante todo o curso, tendo uma visão mais ampla do processo de aprendizagem. Importante também o trabalho de reformular ou complementar as postagens quando comentadas, pois é preciso para tanto refletir sobre estas para construir uma nova postagem, O trabalho com Portfólios faz uma ligação entre as interdisciplinas, pois ao pensar sobre os temas estudados, fazemos relações entre eles, fazendo com que tenhamos uma visão interdisciplinar das aprendizagens, o que facilita também a ligação entre teoria e prática, ou seja fica mais fácil transpor os conhecimentos teóricos para as situações do nosso dia-a-dia, seja profissional ou pessoal. Essa ligação entre as interdisciplinas e entre teoria e prática facilita e evidencia a aprendizagem, pois quando conseguimos argumentar nossas aprendizagens unindo conhecimento teórico com nossas vivencias comprovamos que uma mudança de pensamentos ocorreu e assim mostramos que podemos também mudar nosso modo de agir, frente aos novos conhecimentos conquistados.
O Portfólio de Aprendizagens auxilia na construção de conhecimentos, serve de ligação entre as interdisciplinas do curso e destas com a prática docente. Nele colocam-se registros das aprendizagens mais significativas, fazendo relação dessas com as que já foram anteriormente construídas. È um espaço para o aluno/professor escrever sobre as aprendizagens mais relevantes e relacioná-las com as suas experiências, com a finalidade de “costurar” os conteúdos das interdisciplinas com as vivências. Outra importante função do Portfólio é a possibilidade de compartilhar as aprendizagens de todos, pois através dele pode-se comparar o que foi mais relevante para mim e para os outros colegas, enriquecendo ainda mais a teia de conhecimentos do curso. O Portfólio de aprendizagens é um instrumento de grande valor, principalmente para quem é estudante e professor, pois contribui para o pensar sobre a educação contribuindo para a qualidade da mesma.
A regularidade nas postagens ajuda bastante, pois assim, pode-se ter um acompanhamento maior das aprendizagens construídas ao longo do semestre, sendo possível assim, analisar e refletir sobre as mesmas durante todo o curso, tendo uma visão mais ampla do processo de aprendizagem. Importante também o trabalho de reformular ou complementar as postagens quando comentadas, pois é preciso para tanto refletir sobre estas para construir uma nova postagem, O trabalho com Portfólios faz uma ligação entre as interdisciplinas, pois ao pensar sobre os temas estudados, fazemos relações entre eles, fazendo com que tenhamos uma visão interdisciplinar das aprendizagens, o que facilita também a ligação entre teoria e prática, ou seja fica mais fácil transpor os conhecimentos teóricos para as situações do nosso dia-a-dia, seja profissional ou pessoal. Essa ligação entre as interdisciplinas e entre teoria e prática facilita e evidencia a aprendizagem, pois quando conseguimos argumentar nossas aprendizagens unindo conhecimento teórico com nossas vivencias comprovamos que uma mudança de pensamentos ocorreu e assim mostramos que podemos também mudar nosso modo de agir, frente aos novos conhecimentos conquistados.
O Portfólio de Aprendizagens auxilia na construção de conhecimentos, serve de ligação entre as interdisciplinas do curso e destas com a prática docente. Nele colocam-se registros das aprendizagens mais significativas, fazendo relação dessas com as que já foram anteriormente construídas. È um espaço para o aluno/professor escrever sobre as aprendizagens mais relevantes e relacioná-las com as suas experiências, com a finalidade de “costurar” os conteúdos das interdisciplinas com as vivências. Outra importante função do Portfólio é a possibilidade de compartilhar as aprendizagens de todos, pois através dele pode-se comparar o que foi mais relevante para mim e para os outros colegas, enriquecendo ainda mais a teia de conhecimentos do curso. O Portfólio de aprendizagens é um instrumento de grande valor, principalmente para quem é estudante e professor, pois contribui para o pensar sobre a educação contribuindo para a qualidade da mesma.
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Visita aos Blogs de colegas-reflexão
Comparando o meu blog com o de duas colegas, percebi muitas diferenças, principalmente no número de postagens. Notei que as colegas fazem postagens regulares e que essas tem muita qualidade, pois relacionam sempre os temas estudados nas interdisciplinas do PEAD com a prática docente e também com a vida cotidiana. É possível ver uma construção de aprendizagens, pois as postagens sempre trazem situações da vida profissional ou pessoal das estudantes. O comprometimento com o trabalho também é bastante visível, já que quando comentadas por tutoras, algumas vezes as postagens são reformuladas ou complementadas. Percebi que o trabalho das colegas ajudou há fazer a ligação entre as interdisciplinas (umas com as outras) e destas com a prática, facilitando o entendimento das aprendizagens e certamente, colaborando para o trabalho em sala de aula. Essa ligação entre a teoria e a prática dão credibilidade ao trabalho pois a prática evidencia a aprendizagem e a fundamentação teórica sustenta os argumentos.
Pude refletir sobre a importância do Portfólio de aprendizagem, quando ele é construído com dedicação, registrando as aprendizagens com frequencia, ajuda muito na construção dos conhecimentos, pois para redigi-lo é preciso pensar e fazer ligações entre as novas aprendizagens e relacioná-las com outras e com a prática, esse exercício leva há um entendimento maior, não só das interdisciplinas, como também do processo de aprendizagem.
Segue os links para os blogs que visitei:
http://peadportifolio156857.blogspot.com/
http://peadportfolio164277.blogspot.com/
Pude refletir sobre a importância do Portfólio de aprendizagem, quando ele é construído com dedicação, registrando as aprendizagens com frequencia, ajuda muito na construção dos conhecimentos, pois para redigi-lo é preciso pensar e fazer ligações entre as novas aprendizagens e relacioná-las com outras e com a prática, esse exercício leva há um entendimento maior, não só das interdisciplinas, como também do processo de aprendizagem.
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terça-feira, 16 de junho de 2009
Um grande aprendizado...
Ler o texto de Adorno, me fez refletir sobre, o que considero, ter sido a grande aprendizagem desse semestre, pelo menos para mim, conviver com as diferenças. Quando Theodor Adorno fala sobre a bárbarie do holocausto e de como é possível existir seres humanos com tamanha intolerância e crueldade, podemos fazer uma ligação com a sociedade atual, pensando na educação e no seu papel. Atualmente, assistimos acontecimentos horríveis que chocam pela violência e banalidade, esses fatos são o reflexo de uma sociedade cada vez mais individualista que valoriza o material e banaliza a vida. Enquanto professores, podemos ver de perto como pais educam seus filhos, sem amor, sem limites, sem proteção. A família não exerce mais suas funções, claro que existem exceções, mas a grande maioria dos pais não sabe mais a diferença entre amar e mimar, entre educar e maltratar. O que vemos são seres cada vez mais egoístas, sem sentimento de cooperação, solidariedade, amizade, e sem valores morais. À escola cabe muito mais que o papel de ensinar, é preciso também dar limites, oportunizar a troca, o convívio, a vivência da cooperação e proporcionar o pensar sobre a realidade e as consequências de todos os atos. Penso que trabalhando sobre as diferenças de todos os tipos, podemos construir junto com os alunos um novo olhar, onde se enxergue que essas diferenças enriquecem o lugar onde vivemos, que precisam ser respeitadas. Creio que através de projetos que abordem esses temas, podemos levar nossos alunos a pensar sobre a importância desses valores para que todos vivam em paz. Em minha turma estou pensando em trabalhar um projeto sobre valores, onde meus alunos poderão pensar sobre muitas situações de convívio e através de atividades de debates, encenação, desenhos, jogos, produções escritas, por exemplo, será possível vivenciar de um jeito diferente a interação social e assim refletir sobre as consequências de seus atos.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Aprender sempre...
Fazendo minhas actividades do Pead e já pensando nas próximas, estava pesquisando sobre cultura afro-brasileira na Internet e encontrei muitas coisas interessantes, lendas e sugestões de livros que podem dar um bom suporte no trabalho com etnias, para a valorização da identidade do povo brasileiro. Através desta pesquisa percebi que sabia muito pouco sobre a cultura afro-brasileira, lembro que na escola tudo que víamos sobre os negros era que tinham vindo da África, foram escravizados no Brasil, a princesa Isabel foi boazinha e assinou a lei áurea e que eles deixaram muitas contribuições para a formação do povo brasileiro. Lendo o material de pesquisa vi como é rica e extensa a cultura afro-brasileira e muito interessante, haviam coisas que eu nem imaginava e então me vieram muitas ideias em como trabalhar com meus alunos para que percebam, assim como eu começo a perceber agora, a beleza dessa cultura ainda tão discriminada. deixo aqui alguns links que visitei.
http://criancanegritude.blogspot.com/2006/08/contos-africanos.html
http://www.futura.org.br/main.asp?View=%7B51AB2CE1%2DBF99%2D4304%2DB6A2%2D3BFDA4CEB3EC%7D&Team=¶ms=itemID=%7B51A39D7C%2D74DF%2D7D53%2D0325%2D6D2800489FDE%7D%3B&UIPartUID=%7B3318E9B4%2DEA28%2D47EA%2DB431%2D504A05EE644F%7D
http://criancanegritude.blogspot.com/2006/08/contos-africanos.html
http://www.futura.org.br/main.asp?View=%7B51AB2CE1%2DBF99%2D4304%2DB6A2%2D3BFDA4CEB3EC%7D&Team=¶ms=itemID=%7B51A39D7C%2D74DF%2D7D53%2D0325%2D6D2800489FDE%7D%3B&UIPartUID=%7B3318E9B4%2DEA28%2D47EA%2DB431%2D504A05EE644F%7D
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