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terça-feira, 16 de junho de 2009
Um grande aprendizado...
Ler o texto de Adorno, me fez refletir sobre, o que considero, ter sido a grande aprendizagem desse semestre, pelo menos para mim, conviver com as diferenças. Quando Theodor Adorno fala sobre a bárbarie do holocausto e de como é possível existir seres humanos com tamanha intolerância e crueldade, podemos fazer uma ligação com a sociedade atual, pensando na educação e no seu papel. Atualmente, assistimos acontecimentos horríveis que chocam pela violência e banalidade, esses fatos são o reflexo de uma sociedade cada vez mais individualista que valoriza o material e banaliza a vida. Enquanto professores, podemos ver de perto como pais educam seus filhos, sem amor, sem limites, sem proteção. A família não exerce mais suas funções, claro que existem exceções, mas a grande maioria dos pais não sabe mais a diferença entre amar e mimar, entre educar e maltratar. O que vemos são seres cada vez mais egoístas, sem sentimento de cooperação, solidariedade, amizade, e sem valores morais. À escola cabe muito mais que o papel de ensinar, é preciso também dar limites, oportunizar a troca, o convívio, a vivência da cooperação e proporcionar o pensar sobre a realidade e as consequências de todos os atos. Penso que trabalhando sobre as diferenças de todos os tipos, podemos construir junto com os alunos um novo olhar, onde se enxergue que essas diferenças enriquecem o lugar onde vivemos, que precisam ser respeitadas. Creio que através de projetos que abordem esses temas, podemos levar nossos alunos a pensar sobre a importância desses valores para que todos vivam em paz. Em minha turma estou pensando em trabalhar um projeto sobre valores, onde meus alunos poderão pensar sobre muitas situações de convívio e através de atividades de debates, encenação, desenhos, jogos, produções escritas, por exemplo, será possível vivenciar de um jeito diferente a interação social e assim refletir sobre as consequências de seus atos.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Aprender trocando
Lendo Maturana, percebi que ele tem muitos pontos em comum com a teoria de Erickson, como a compreensão de que tudo que vivenciamos, as escolhas que tomamos, irão refletir em nossa vida. Maturana fala mais sobre o lado social do indivíduo, de como as relações que temos com outras pessoas podem influenciar nossas vidas. Muitas pessoas acreditam que não precisam de outras, o que é um engano. Essas pessoas podem deixar de emocionar-se e perder muitas coisas boas em suas vidas. Tão importante quanto o meio que vivemos, as experiências que vivenciamos é a troca com o outro, na aprendizagem temos um exemplo claro do que Maturana diz, geralmente aprendemos com mais facilidade com alguém por quem simpatizamos, gostamos. Ele fala tb do poder que todo ser vivo tem de estar sempre em movimento, chamado autopoiese. A teoria de Maturana fala sobre a importância das trocas entre os seres vivos, pois somos todos parte de um único sistema e portanto cada um é importante e depende do outro.
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Psicologia da Vida Adulta
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Aprendizagens na vida adulta.
Ser considerado adulto é algo relativo, pode variar entre as culturas sociais, ou até em conceitos. Assim também ocorre com a aprendizagem. Cada pessoa aprende do seu jeito, no seu tempo, dependendo da realidade que está inserida (classe social, econômica, cultura) e também das suas aprendizagens anteriores, daquilo que já vivenciou, experimentou e aprendeu. Portanto, acredito que todas as pessoas, nas variadas idades, têm seu tempo, ninguém aprende ao mesmo tempo.
Crianças aprendem relacionando-se com o outro e com o mundo a sua volta, em relações interindividuais, os adultos também aprendem com a interação com outras pessoas e com o mundo que os rodeia, porém, além disso, “interage” com suas idéias e conceitos já formados, suas opiniões sobre tudo que está a sua volta, são relações transindividuais.
O universo adulto é rodeado por idéias sobre o mundo, sobre ele mesmo e sobre as suas idéias, estamos constantemente racionalizando o que conhecemos de novo. “A educação é um processo em que a criança ou o adulto convive com o outro e, ao conviver com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o do outro” (Maturana).
Penso que as relações professor-aluno trazem muitas aprendizagens, o próprio convívio pode levar à reflexão e transformar as idéias, tanto do professor, quanto do aluno. Como professora, percebendo minha trajetória profissional, percebo que já amadureci muito com a prática, principalmente no modo de conviver com os alunos. Não adianta o professor estudar, se especializar se não aprender há conviver com seus alunos, não colocar em prática seus conhecimentos e avaliar o que realmente funciona.
O ser humano está em constante transformação e está sempre crescendo e amadurecendo, mesmo assim, nada garante que um dia saberá conviver com os outros de forma perfeita e muito menos que aprenderá tudo. Acho que com o tempo acabamos ficando mais serenos e entendemos que a beleza da vida está em buscar sempre novos conhecimentos e continuar sempre a aprender.
Crianças aprendem relacionando-se com o outro e com o mundo a sua volta, em relações interindividuais, os adultos também aprendem com a interação com outras pessoas e com o mundo que os rodeia, porém, além disso, “interage” com suas idéias e conceitos já formados, suas opiniões sobre tudo que está a sua volta, são relações transindividuais.
O universo adulto é rodeado por idéias sobre o mundo, sobre ele mesmo e sobre as suas idéias, estamos constantemente racionalizando o que conhecemos de novo. “A educação é um processo em que a criança ou o adulto convive com o outro e, ao conviver com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o do outro” (Maturana).
Penso que as relações professor-aluno trazem muitas aprendizagens, o próprio convívio pode levar à reflexão e transformar as idéias, tanto do professor, quanto do aluno. Como professora, percebendo minha trajetória profissional, percebo que já amadureci muito com a prática, principalmente no modo de conviver com os alunos. Não adianta o professor estudar, se especializar se não aprender há conviver com seus alunos, não colocar em prática seus conhecimentos e avaliar o que realmente funciona.
O ser humano está em constante transformação e está sempre crescendo e amadurecendo, mesmo assim, nada garante que um dia saberá conviver com os outros de forma perfeita e muito menos que aprenderá tudo. Acho que com o tempo acabamos ficando mais serenos e entendemos que a beleza da vida está em buscar sempre novos conhecimentos e continuar sempre a aprender.
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