Nesta segunda semana de estágio, trabalhei sobre a cultura indígena, o que foi bastante interessante, pois precisei me informar bastante, ler muita coisa, para poder me sentir segura para conversar com as crianças sobre esse assunto, já que gostaria de trabalhar sobre o tema de uma forma a descobrir esse "personagem" de uma forma diferente daquela que estamos acostumados a ver nas escolas. Em uma atividade de conversa sobre os índios, pude perceber como as crianças já tem, desde pequenas, uma idéia estereotipada , adquirida através da mídia e de comentários que escutam no meio onde vivem. Antes de contar a história "A lenda do dia e da noite", fizemos uma rodinha para discutir, comecei falando que naquele dia estávamos comemeorando o dia do índio e perguntei para as crianças "como era o índio, se já tinham visto um?" eles apontaram para os desenhos (cópias mimeografadas coloridas pelos alunos) que as crianças da turma da manhã haviam deixado exposto na sala de aula afirmando que eram índios, e disseram que só tinham visto na tv, que eles não usavam roupas e viviam na floresta, em cabanas. Disse a eles que existiam muitas tribos diferentes de índios, que tinham sua própria língua, suas danças, suas histórias, brincadeiras e então disse que contaria para eles uma história inventada pelos índios Karajá, que era o nome de uma tribo indígena. As crianças adoraram e gostaram muito quando mostrei as imagens das esculturas de barro que esses índios fazem e vibraram quando disse que nós podíamos fazer bonequinhos de barro também. Deu bastante bagunça e eles estavam bastante agitados, mas foi muito legal.
No segundo dia, li para eles uma revistinha da Turma da Mônica que falava da cultura dos índios, muito legal, pois falava de uma forma bem clara, fiquei um pouco apreensiva em ler uma história em quadrinhos para as crianças, por ser um tipo de leitura para ser feita individualmente, então perguntei se eles conheciam revistas em quadrinhos, muitos responderam afirmativamente, decidi arriscar. Conversamos sobre o que lemos na historinha e montamos um mural, apenas uma aluna trouxe 1 figura sobre os índios, como tinha pedido na aula anterior, colocamos no mural também palavras do nosso vocabulário que vem das línguas indígenas. Li algumas curiosidades para eles sobre as crianças indígenas, cmo são tratados em suas aldeias, como se diz a palavra em algumas línguas indígenas. Nesta semana acredito que minha aprendizagem mais significante tenha sido quanto à cultura indígena. Percebo que nós professores temos também uma idéia bastante "bitolada" da cultura dessas nações e acredito que o conhecimento dessas culturas pode fazer com que nossa maneira de ver o mundo mude, pois quanto mais culturas diferentes temos a oportunidade de conhecer mais podemos entender que as diferenças existem para enriquecer e que não existe um modelo que deve ser seguido como certo. Para poder trabalhar com as crianças, precisei ler bastante e descobri tantas coisas interessantes e vi o quanto sabemos pouco sobre a cultura dessas nações o que me levou a pensar em como precisamos trabalhar sobre isso em nossas escolas, pois a mídia dá valor às culturas vindas de outros países e divulga muito pouco sobre as culturas do nosso país, que é extremamente rica o que me levou a pensar também, na importância do hábito de pesquisar.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Refletindo...
Nessa primeira semana, acredito que aprendi muitas coisas. Aprendi o quanto planejar facilita e melhora o trabalho, pois ainda que seja necessário fazer modificações, o fato de pensar sobre o que será trabalhado, faz com que pensemos em muitos fatores importantes, como os objetivos que queremos alcançar, por exemplo. Sabemos que em nossa rotina de trabalho, estamos acostumadas a planejar de um dia para o outro, o que às vezes faz com que percamos a idéia do todo. Assim, considero ser importante planejar por um período mais longo, pois podemos ter uma idéia mais ampla do trabalho que pretendemos realizar.
Trabalhando sobre o "eu", pude refletir sobre a minha identidade, também como professora. Em uma atividade onde os alunos desenharam sua rotina diária, me surpreendi ao ver as diferenças nas rotinas de crianças tão pequenas. Pensei em como sempre temos idéias pré-concebidas, e também em como é difícil colocar-se no lugar do outro e entender o porquê de suas condições sem refletir sobre como as diferentes realidades mudam as rotinas das pessoas. É necessário ter cuidado para que ao invés de evidenciar as diferenças de um modo preconceituoso, façamos com que todas as realidades sejam mostradas como maneiras diferentes, mas igualmente "certas", afinal todos somos diferentes.
Também tivemos a oportunidade de ter um momento de formação essa semana em nossa escola, onde a Drª Profª Isabel Cristina Machado de Lara explicou a importância da construção de conceitos para a formação do pensamento lógico matemático, desde as primeiras séries, além da parte teórica a professora deu muitas idéias de jogos e atividades que podemos realizar com as crianças.
Percebi a importância de pensar sobre a semana, fazzendo uma avaliação do trabalho, para poder planejar de uma meneira que leve em consideração a realidade da turma.
Trabalhando sobre o "eu", pude refletir sobre a minha identidade, também como professora. Em uma atividade onde os alunos desenharam sua rotina diária, me surpreendi ao ver as diferenças nas rotinas de crianças tão pequenas. Pensei em como sempre temos idéias pré-concebidas, e também em como é difícil colocar-se no lugar do outro e entender o porquê de suas condições sem refletir sobre como as diferentes realidades mudam as rotinas das pessoas. É necessário ter cuidado para que ao invés de evidenciar as diferenças de um modo preconceituoso, façamos com que todas as realidades sejam mostradas como maneiras diferentes, mas igualmente "certas", afinal todos somos diferentes.
Também tivemos a oportunidade de ter um momento de formação essa semana em nossa escola, onde a Drª Profª Isabel Cristina Machado de Lara explicou a importância da construção de conceitos para a formação do pensamento lógico matemático, desde as primeiras séries, além da parte teórica a professora deu muitas idéias de jogos e atividades que podemos realizar com as crianças.
Percebi a importância de pensar sobre a semana, fazzendo uma avaliação do trabalho, para poder planejar de uma meneira que leve em consideração a realidade da turma.
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sexta-feira, 16 de abril de 2010
Nessa primeira semana de estágio, me propus a trabalhar com as crianças sobre o "EU" , pois, de acordo com a realidade em que trabalho percebo que é um tema bastante importante. Planejei atividades, buscando desenvolver nos alunos, a auto-estima, o reconhecimento de suas identidades, enquanto seres únicos, diferentes e especiais, inseridos em um grupo. Com a intenção de fazer um trabalho interdisciplinar, procurei enfocar dentro deste tema as várias áreas do conhecimento. Como exemplos: O corpo, a higiene, o respeito, o nome, os números em minha vida. Este tema é bastante rico e ainda vai render mais algumas semanas de trabalho, pois na faixa etária em que meus alunos se encontram, é bastante interessante para eles poderem "descobrir-se" enquanto seres sociais.
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domingo, 11 de abril de 2010
Help!!!
Sei que a finalidade deste blog é o registro das nossas aprendizagens, mas estou, de verdade, precisando "desabafar" e como esse espaço é meu.....lá vai: " Estou mais perdida que cego em tiroteio!" Estou há um tempão na frente do computador, lendo e procurando material pra ler e as idéias simplesmente não surgem! Será que estou ficando burra??!!
Deixando o desespero de lado, seria muito bom se existisse um espaço comum onde pudessemos trocar idéias, bibliografias, sites para pesquisa, enfim...
Deixando o desespero de lado, seria muito bom se existisse um espaço comum onde pudessemos trocar idéias, bibliografias, sites para pesquisa, enfim...
quarta-feira, 31 de março de 2010
Começou...
Iniciei o ano letivo com 29 alunos, dois alunos trocaram de turma e tinha 27, agora a direção decidiu abrir mais uma turma de primeiro ano, para reduzir o número de alunos e estou com 19 , o que vai facilitar bastante o trabalho. Realizando o trabalho no pbworks, precisei refletir bastante em como vou trabalhar com meus alunos de uma forma em que possa conciliar as exigências do GEEMPA e as propostas para o estágio. Penso em usar a tecnologia como forma de auxiliar na aprendizagem, como também de inserir os alunos nessa realidade, já que a maioria dos meus alunos não tem acessso à internet, nem computadores em casa. Penso em usar imagens para criar histórias em slides, filmar dramatizações dos alunos, para serem apresentados para os outros alunos da escola, além de usar o laboraatório de informáticaa para que possam usá-lo para escreveer, desenhar, jogar. Temos um Laboratório de Informáatica pequeno, com apenas cinco computadores, numa salinha apertadinha e sem acesso à internet( por enquanto, pois existe a previsão de que neste semestre estaremos conectados à internet). Tudo isso, torna o uso do laboratório um pouco mais difícil, do que seria em condições melhores, pois penso que terei que levar os alunos para o laboratório em pequenos grupos e conseguir alguém para ficar com o restante da turma enquanto isso, além disso a falta de acesso à internet reduz algumas possibilidades, como construir um blog com os alunos, por exemplo. Ainda estou "vendo" como poderei administrar tudo isso, mas além disso, penso em trabalhar com muitas idéias que tivemos ao longo do curso, de uma maneira lúdica e divertida.
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segunda-feira, 22 de março de 2010
Início...
Chegamos na reta final. Neste semestre iremos vivenciar a experiência do estágio. Este ano completo dez anos de efetivo trabalho docente e me sinto completamente insegura.
Pela primeira vez, vou trabalhar com uma turma de primeiro ano, tenho 27 alunos, todos na faixa etária dos 6 anos. Minha escola é estadual e portanto, foi obrigada a escolher um projeto de alfabetização, neste caso, o GEEMPA. Tive que participar de um curso preparatório, pois vou ter que aplicar a proposta com minha turma. De início fiquei bastante preocupada, pois pensei que ficaria presa há esta proposta pedagógica, sem ter liberdade para experimentar. Agora, depois de ler o material do GEEMPA e de ter algumas orientações sobre o estágio, me sinto um pouco mais tranquila (só um pouco!) e vi que é possível conciliar os dois desafios.
Tenho a consciência de que neste momento é necessário concentrar nossos esforços e atenção nesta experiência, pois, além de ser decisiva para nosso sucesso no curso, será uma oportunidade de fazer diferente, de inovar e poder descobrir o quanto nosso trabalho pode sempre ser renovado.
Espero que seja um semestre de grandes aprendizagens.
Pela primeira vez, vou trabalhar com uma turma de primeiro ano, tenho 27 alunos, todos na faixa etária dos 6 anos. Minha escola é estadual e portanto, foi obrigada a escolher um projeto de alfabetização, neste caso, o GEEMPA. Tive que participar de um curso preparatório, pois vou ter que aplicar a proposta com minha turma. De início fiquei bastante preocupada, pois pensei que ficaria presa há esta proposta pedagógica, sem ter liberdade para experimentar. Agora, depois de ler o material do GEEMPA e de ter algumas orientações sobre o estágio, me sinto um pouco mais tranquila (só um pouco!) e vi que é possível conciliar os dois desafios.
Tenho a consciência de que neste momento é necessário concentrar nossos esforços e atenção nesta experiência, pois, além de ser decisiva para nosso sucesso no curso, será uma oportunidade de fazer diferente, de inovar e poder descobrir o quanto nosso trabalho pode sempre ser renovado.
Espero que seja um semestre de grandes aprendizagens.
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Arquiteturas Pedagógicas...PA...realidade
Estamos cada vez mais próximos de vivenciarmos o estágio e neste semestre, podemos pensar mais profundamente em como iremos conduzir esse momento do curso. Com o Trabalho de Arquiteturas Pedagógicas, que como o nome sugere, vai mostrar como iremos “montar”,ou melhor, em cima de que base construiremos a forma como vamos trabalhar em nossa sala de aula, refletimos bastante sobre nossas escolhas pedagógicas.
Escolhemos o PA, por nos convencermos de que, entre tantas possíveis formas de se trabalhar, ele se mostra uma forma muito mais democrática, onde todos participam da construção do conhecimento.
Embora acredite nos benefícios do trabalho com PA, sinto-me aflita e insegura em trabalhar dessa forma em meu estágio, que já está tão próximo, pois esbarramos em muitas dificuldades, desde o medo de trabalhar com algo diferente, ainda mais se tratando de crianças pequenas, como será o meu caso, pois tenho uma turma de alfabetização, 2º ano. Além disso, esbarramos em dificuldades que não dependem de nossa vontade, como o fato de nossa escola não contar com muitos recursos que facilitariam o desenvolvimento do PA, como o grande número de alunos por turma, a falta de uma orientação educacional, falta de biblioteca de laboratório de informática, como exemplos.
Também estamos vivenciando um momento nada democrático no jeito de governar em nossa estado, o que afeta bastante a nossa escola, sabendo que esta pertence a rede estadual de ensino. A secretaria de educação está pressionando as escolas a aderirem a programas de alfabetização, comprados (Como exemplo os do Instituto Ayrton Senna), o que tira completamente a autonomia do professor e que além disso, na minha opinião o torna um mero executor de aulas prontas, sem nelas colocar a sua visão de mundo.
Enfim, penso que o desafio será grande e que teremos que ter muita perseverança e nos empenhar o máximo e sobretudo, acreditar em nossa capacidade.
Escolhemos o PA, por nos convencermos de que, entre tantas possíveis formas de se trabalhar, ele se mostra uma forma muito mais democrática, onde todos participam da construção do conhecimento.
Embora acredite nos benefícios do trabalho com PA, sinto-me aflita e insegura em trabalhar dessa forma em meu estágio, que já está tão próximo, pois esbarramos em muitas dificuldades, desde o medo de trabalhar com algo diferente, ainda mais se tratando de crianças pequenas, como será o meu caso, pois tenho uma turma de alfabetização, 2º ano. Além disso, esbarramos em dificuldades que não dependem de nossa vontade, como o fato de nossa escola não contar com muitos recursos que facilitariam o desenvolvimento do PA, como o grande número de alunos por turma, a falta de uma orientação educacional, falta de biblioteca de laboratório de informática, como exemplos.
Também estamos vivenciando um momento nada democrático no jeito de governar em nossa estado, o que afeta bastante a nossa escola, sabendo que esta pertence a rede estadual de ensino. A secretaria de educação está pressionando as escolas a aderirem a programas de alfabetização, comprados (Como exemplo os do Instituto Ayrton Senna), o que tira completamente a autonomia do professor e que além disso, na minha opinião o torna um mero executor de aulas prontas, sem nelas colocar a sua visão de mundo.
Enfim, penso que o desafio será grande e que teremos que ter muita perseverança e nos empenhar o máximo e sobretudo, acreditar em nossa capacidade.
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