quarta-feira, 31 de março de 2010
Começou...
Iniciei o ano letivo com 29 alunos, dois alunos trocaram de turma e tinha 27, agora a direção decidiu abrir mais uma turma de primeiro ano, para reduzir o número de alunos e estou com 19 , o que vai facilitar bastante o trabalho. Realizando o trabalho no pbworks, precisei refletir bastante em como vou trabalhar com meus alunos de uma forma em que possa conciliar as exigências do GEEMPA e as propostas para o estágio. Penso em usar a tecnologia como forma de auxiliar na aprendizagem, como também de inserir os alunos nessa realidade, já que a maioria dos meus alunos não tem acessso à internet, nem computadores em casa. Penso em usar imagens para criar histórias em slides, filmar dramatizações dos alunos, para serem apresentados para os outros alunos da escola, além de usar o laboraatório de informáticaa para que possam usá-lo para escreveer, desenhar, jogar. Temos um Laboratório de Informáatica pequeno, com apenas cinco computadores, numa salinha apertadinha e sem acesso à internet( por enquanto, pois existe a previsão de que neste semestre estaremos conectados à internet). Tudo isso, torna o uso do laboratório um pouco mais difícil, do que seria em condições melhores, pois penso que terei que levar os alunos para o laboratório em pequenos grupos e conseguir alguém para ficar com o restante da turma enquanto isso, além disso a falta de acesso à internet reduz algumas possibilidades, como construir um blog com os alunos, por exemplo. Ainda estou "vendo" como poderei administrar tudo isso, mas além disso, penso em trabalhar com muitas idéias que tivemos ao longo do curso, de uma maneira lúdica e divertida.
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segunda-feira, 22 de março de 2010
Início...
Chegamos na reta final. Neste semestre iremos vivenciar a experiência do estágio. Este ano completo dez anos de efetivo trabalho docente e me sinto completamente insegura.
Pela primeira vez, vou trabalhar com uma turma de primeiro ano, tenho 27 alunos, todos na faixa etária dos 6 anos. Minha escola é estadual e portanto, foi obrigada a escolher um projeto de alfabetização, neste caso, o GEEMPA. Tive que participar de um curso preparatório, pois vou ter que aplicar a proposta com minha turma. De início fiquei bastante preocupada, pois pensei que ficaria presa há esta proposta pedagógica, sem ter liberdade para experimentar. Agora, depois de ler o material do GEEMPA e de ter algumas orientações sobre o estágio, me sinto um pouco mais tranquila (só um pouco!) e vi que é possível conciliar os dois desafios.
Tenho a consciência de que neste momento é necessário concentrar nossos esforços e atenção nesta experiência, pois, além de ser decisiva para nosso sucesso no curso, será uma oportunidade de fazer diferente, de inovar e poder descobrir o quanto nosso trabalho pode sempre ser renovado.
Espero que seja um semestre de grandes aprendizagens.
Pela primeira vez, vou trabalhar com uma turma de primeiro ano, tenho 27 alunos, todos na faixa etária dos 6 anos. Minha escola é estadual e portanto, foi obrigada a escolher um projeto de alfabetização, neste caso, o GEEMPA. Tive que participar de um curso preparatório, pois vou ter que aplicar a proposta com minha turma. De início fiquei bastante preocupada, pois pensei que ficaria presa há esta proposta pedagógica, sem ter liberdade para experimentar. Agora, depois de ler o material do GEEMPA e de ter algumas orientações sobre o estágio, me sinto um pouco mais tranquila (só um pouco!) e vi que é possível conciliar os dois desafios.
Tenho a consciência de que neste momento é necessário concentrar nossos esforços e atenção nesta experiência, pois, além de ser decisiva para nosso sucesso no curso, será uma oportunidade de fazer diferente, de inovar e poder descobrir o quanto nosso trabalho pode sempre ser renovado.
Espero que seja um semestre de grandes aprendizagens.
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Arquiteturas Pedagógicas...PA...realidade
Estamos cada vez mais próximos de vivenciarmos o estágio e neste semestre, podemos pensar mais profundamente em como iremos conduzir esse momento do curso. Com o Trabalho de Arquiteturas Pedagógicas, que como o nome sugere, vai mostrar como iremos “montar”,ou melhor, em cima de que base construiremos a forma como vamos trabalhar em nossa sala de aula, refletimos bastante sobre nossas escolhas pedagógicas.
Escolhemos o PA, por nos convencermos de que, entre tantas possíveis formas de se trabalhar, ele se mostra uma forma muito mais democrática, onde todos participam da construção do conhecimento.
Embora acredite nos benefícios do trabalho com PA, sinto-me aflita e insegura em trabalhar dessa forma em meu estágio, que já está tão próximo, pois esbarramos em muitas dificuldades, desde o medo de trabalhar com algo diferente, ainda mais se tratando de crianças pequenas, como será o meu caso, pois tenho uma turma de alfabetização, 2º ano. Além disso, esbarramos em dificuldades que não dependem de nossa vontade, como o fato de nossa escola não contar com muitos recursos que facilitariam o desenvolvimento do PA, como o grande número de alunos por turma, a falta de uma orientação educacional, falta de biblioteca de laboratório de informática, como exemplos.
Também estamos vivenciando um momento nada democrático no jeito de governar em nossa estado, o que afeta bastante a nossa escola, sabendo que esta pertence a rede estadual de ensino. A secretaria de educação está pressionando as escolas a aderirem a programas de alfabetização, comprados (Como exemplo os do Instituto Ayrton Senna), o que tira completamente a autonomia do professor e que além disso, na minha opinião o torna um mero executor de aulas prontas, sem nelas colocar a sua visão de mundo.
Enfim, penso que o desafio será grande e que teremos que ter muita perseverança e nos empenhar o máximo e sobretudo, acreditar em nossa capacidade.
Escolhemos o PA, por nos convencermos de que, entre tantas possíveis formas de se trabalhar, ele se mostra uma forma muito mais democrática, onde todos participam da construção do conhecimento.
Embora acredite nos benefícios do trabalho com PA, sinto-me aflita e insegura em trabalhar dessa forma em meu estágio, que já está tão próximo, pois esbarramos em muitas dificuldades, desde o medo de trabalhar com algo diferente, ainda mais se tratando de crianças pequenas, como será o meu caso, pois tenho uma turma de alfabetização, 2º ano. Além disso, esbarramos em dificuldades que não dependem de nossa vontade, como o fato de nossa escola não contar com muitos recursos que facilitariam o desenvolvimento do PA, como o grande número de alunos por turma, a falta de uma orientação educacional, falta de biblioteca de laboratório de informática, como exemplos.
Também estamos vivenciando um momento nada democrático no jeito de governar em nossa estado, o que afeta bastante a nossa escola, sabendo que esta pertence a rede estadual de ensino. A secretaria de educação está pressionando as escolas a aderirem a programas de alfabetização, comprados (Como exemplo os do Instituto Ayrton Senna), o que tira completamente a autonomia do professor e que além disso, na minha opinião o torna um mero executor de aulas prontas, sem nelas colocar a sua visão de mundo.
Enfim, penso que o desafio será grande e que teremos que ter muita perseverança e nos empenhar o máximo e sobretudo, acreditar em nossa capacidade.
EJA - Pesquisa em grupo

Quero registrar aqui nossas conclusões sobre o trabalho realizado na Interdisciplina de EJA que nos auxiliou a compreender melhor a realidade da Educação de Jovens e Adultos em nossa região.
Os jovens e adultos freqüentadores da EJA são indivíduos que estão em busca de uma graduação que lhes certifique a possibilidade de obter uma vaga mais segura no mercado de trabalho existente.
Apresentam uma grande vontade de superar os obstáculos encontrados no trabalho realizado durante o dia, ou na falta dele, para se fazerem presentes às aulas noturnas.
São ingênuos em sua visão de mundo, já que não conseguem vincular suas impossibilidades de prosseguirem os estudos escolares com o processo social que é excludente.
São excluídos, portanto, do acesso aos bens educacionais e culturais.
Apresentam vínculos fortes com a família de origem.
São alunos jovens, que em termos de quantidade já começam a superar a participação dos adultos.
A escola tem se utilizado de metodologias que se assentam em princípios apassivadores desses indivíduos.
Existe uma mera transposição das metodologias utilizadas no ensino regular para os alunos da EJA.
Não conseguem encontrar motivação suficiente na escola, para prosseguirem seus estudos.
Filme Menino Selvagem
Assistindo ao filme, "O menino Selvagem" pude fazer várias ligações com as condições de uma criança surda, quando chega numa escola regular. Esta criança vive no seu mundo, de certa forma, pois dentro da sua família, as configurações são diferentes da escola. Quando esta criança chega na escola, ela se sentirá insegura e vai reagir da sua maneira, do jeito que pode se comunicar e quem estiver ao seu redor, o professor, principalmente, precisa ter muito tato, para chegar nessa criança e aos poucos criar uma relação com ela, de confiança, carinho e entendimento. No caso do filme a situação era extrema, pois se tratava de uma criança selvagem, que não tinha nenhum hábito da civilização de sua época, além disso naquela época ainda não existiam todos os conhecimentos que existem hoje. Pensando numa situação atual, podemos imaginar que uma criança que chega em nossa sala de aula, vai sentir-se perdida, pois terá que interagir com um mundo que não conhece, terá que aprender regras de convívio que muitas vezes não está habituada.
No filme, o professor Itard e a governanta, demonstraram muita dedicação e carinho com o menino, mesmo com a incredibilidade de muitos e com seu próprio desânimo, muitas vezes demonstrado, ele superou e perseverou no seu objetivo, acreditando que todo ser humano tem condições de aprender, se forem oferecidas oportunidades, dessa forma, no seu ritmo, o menino foi mostrando progressos e respondendo a estímulos.
Dessa mesma forma, muitas vezes temos alunos que precisam de nossa dedicação extrema, pois por vários motivos necessitam de mais estímulos para conseguirem relacionar a sua realidade com o mundo, entenderem sua inserção na sociedade, não apenas alunos surdos, que é o caso que tratamos aqui.
A maneira como o professor Itard “trabalhou” com o menino, me chamou atenção, claro que ele não acertou sempre, mas as técnicas que utilizava eram sempre pensadas a partir do entendimento de que ele precisava de formas diferentes para chegar naquela criança, ou seja, ele percebia que para que aquele menino aprendesse seria preciso maneiras diferentes das tradicionais daquela época. E nas vezes que seus procedimentos não “saíam” como o esperado, ele usava isso para reavaliar seu trabalho e pensar em outras maneiras de agir.
No geral, o filme nos faz refletir em como a visão que se tinha sobre os sujeitos surdos mudou, claro que ainda existe preconceito e muita desinformação por parte da sociedade, mas aos poucos essas limitações estão sendo vencidas e com o tempo, talvez, teremos uma sociedade onde todos sejam igualmente respeitados, tendo as mesmas oportunidades, com os mesmos direitos assegurados e podendo exercer a cidadania com consciência.
No filme, o professor Itard e a governanta, demonstraram muita dedicação e carinho com o menino, mesmo com a incredibilidade de muitos e com seu próprio desânimo, muitas vezes demonstrado, ele superou e perseverou no seu objetivo, acreditando que todo ser humano tem condições de aprender, se forem oferecidas oportunidades, dessa forma, no seu ritmo, o menino foi mostrando progressos e respondendo a estímulos.
Dessa mesma forma, muitas vezes temos alunos que precisam de nossa dedicação extrema, pois por vários motivos necessitam de mais estímulos para conseguirem relacionar a sua realidade com o mundo, entenderem sua inserção na sociedade, não apenas alunos surdos, que é o caso que tratamos aqui.
A maneira como o professor Itard “trabalhou” com o menino, me chamou atenção, claro que ele não acertou sempre, mas as técnicas que utilizava eram sempre pensadas a partir do entendimento de que ele precisava de formas diferentes para chegar naquela criança, ou seja, ele percebia que para que aquele menino aprendesse seria preciso maneiras diferentes das tradicionais daquela época. E nas vezes que seus procedimentos não “saíam” como o esperado, ele usava isso para reavaliar seu trabalho e pensar em outras maneiras de agir.
No geral, o filme nos faz refletir em como a visão que se tinha sobre os sujeitos surdos mudou, claro que ainda existe preconceito e muita desinformação por parte da sociedade, mas aos poucos essas limitações estão sendo vencidas e com o tempo, talvez, teremos uma sociedade onde todos sejam igualmente respeitados, tendo as mesmas oportunidades, com os mesmos direitos assegurados e podendo exercer a cidadania com consciência.
Avaliação na minha prática docente
Trabalho com uma turma de segundo ano e procuro avaliar meus alunos durante todo o processo ensino-aprendizagem, utilizando recursos variados, não faço provas, pois acredito que não são necessárias, pois podemos perceber os avanços dos alunos em diversos momentos em sala de aula. Levo em consideração o relacionamento com os colegas, mudanças de atitudes, participação, compromisso e a evolução na aprendizagem, por exemplo, na questão da alfabetização procuro observar constantemente em que nível de escrita meus alunos se encontram para o planejamento de atividades. Procuro utilizar a avaliação para repensar meu trabalho e traçar novos caminhos. Em nossa escola utilizamos apenas o parecer descritivo, o que facilita uma avaliação mais mediadora, pois propicia uma visão mais ampla do aluno, não apenas de sua evolução na aquisição de conhecimento, mas sua participação, seu comportamento, suas atitudes. Porém, penso que se as palavras não forem usadas de maneira bem pensada elas também podem servir para classificar o aluno, para isso é preciso que sejam definidos critérios bem claros. Ainda não é oportunizado que os alunos também avaliem o processo ensino-aprendizagem. Acredito que para aperfeiçoar nossa prática quanto à avaliação é necessário enxergar meu aluno como um ser único e não compará-lo a um ideal, o professor deve perceber o seu crescimento individual, utilizar a avaliação para perceber o seu trabalho e traçar novos rumos, fazendo com que a avaliação seja contínua, participativa e construtiva, desse modo, com certeza teremos professores e alunos mais felizes.
A postura ética do professor frente à avaliação
Vemos que muitos professores não conhecem o verdadeiro papel da avaliação, muitos se autodefinem antitradicionais, porém, na prática, não é isso que acontece, ainda são aplicadas provas em fins de trimestre, que servirão de base para classificar os alunos, dessa forma o professor deixa de assumir uma postura ética, pois não respeita o aluno como um ser humano, tirando-lhe o direito de entender esse processo, fazendo com que muitas vezes o aluno sinta-se inferior, sem capacidade. Sabemos que o papel do professor na mudança da prática avaliativa é fundamental e que uma mudança de postura e de comportamento não é fácil, pois são muitos os problemas enfrentados na realidade escolar das escolas públicas (principalmente), mas é necessário que haja uma conscientização e comprometimento especial por parte do professor para que aconteçam as mudanças necessárias na forma de avaliar.
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