quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Eixo II

Lembro que iniciei o segundo semestre do curso bastante insegura pelo nascimento de minha filha, com medo de não "dar conta do recado". Quando comecei a reler minhas postagens, agora, vi que consegui além de dar conta de tudo, também aprender muitas coisas.
Na interdisciplina Desenvolvimento e aprendizagem sob o enfoque da psicologia, podemos conhecer várias teorias do conhecimento, entre elas a de Jean Piaget, sempre analisando nossa prática e fazendo ligações com a teoria. Neste semestre, percebo que tivemos a oportunidade de produzir ainda mais conhecimentos através de produções escritas.
Em Escolarização, espaço e tempo na perspectiva histórica, podemos pensar sobre a história da educação e da Infância no Brasil, pensar em como nós temos conceitos arraigados sobre esses temas e como precisamos mudar nossa maneira de ver os valores dos outros, para conseguir ter uma escola sem preconceitos que saiba valorizar a diversidade. Podemos conhecer a escola da Ponte que traz uma realidade bem próxima do que pensamos ser o ideal para uma escola, pois valoriza o conhecimento, as opiniões e as contribuições de todos, alunos, professores, pais e funcionários.
Estudamos sobre os diferentes fundamentos da alfabetização, analisando nossa prática. Lendo uma de minhas postagens, pude perceber o quanto já mudei meu pensamento em relação há alguns fundamentos. Escrevi em uma postagem, que quando o aluno se alfabetizava era como um "estalo", hoje, penso que a alfabetização é um processo de construção, onde com as interações dos conhecimentos prévios e novos constrói-se novos pensamentos sobre como ler e escrever.
Por fim, li o trabalho que fizemos no Seminário Integrador II, o inventário de aprendizagens e lembrar de várias aprendizagens que consolidamos com as vivências, as leituras, os trabalhos e principalmente da importância da troca que leva há uma aprendizagem muito mais amplificada, pois somente coma interação podemos construir conhecimento.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Eixo I...o começo!

Lendo minhas primeiras postagens referentes às interdisciplinas do eixo I, pude relembrar de todos os sentimentos presentes naquele momento. Consegui perceber mudanças como estudante, como profissional e como pessoa também, afinal de lá para cá, foram 4 anos vivenciando o PEAD. Fiquei sabendo do curso pela nossa colega, Cristiane, que sempre me encorajou a não desistir, me recordo que na semana que me inscrevi para o vestibular, fiquei sabendo que estava grávida. O início não foi nada fácil, eram tantas novidades, tanta tecnologia(pra mim, pelo menos...), teríamos que mudar nossa rotina, nossos hábitos, aprender tantas coisas. Lembro bem dos choros e da angústia que foi o começo. Mas também, lembro das alegrias, das conquistas, como a primeira vez que postei um trabalho sozinha, o sentimento de liberdade de autonomia. Acredito que esse sentimento de autonomia foi uma das coisas que mais adquirimos neste curso, desde o primeiro eixo, como estudante, aprendemos a buscar conhecimentos, construir novos, escrever sobre eles criticamente, ser responsáveis pelas nossas aprendizagens. Essa mudança de postura como estudante, também refletiu em nossa maneira de ser professor. Consigo perceber muitas mudanças em minha prática, acredito que um senso crítico maior para o planejamento das aulas, pensando sobre os objetivos, pesquisando sempre para o enriquecimento do trabalho e até mesmo no jeito de dar aula, de me relacionar com os alunos.
No início do 1º semestre, lembro que trabalhamos com um texto de Saramago, que falava de uma viagem a ilha desconhecida, ideal para o nosso início de curso. Nesta reta final, já desbravamos boa parte da nossa "ilha desconhecida", sem saber, no entanto, quais serão nossos novos desafios.

domingo, 6 de junho de 2010

7 semanas de estágio!

Nesta semana decidi trabalhar utilizando o material do Geempa. Entreguei os livros aos alunos, deixei que olhassem livremente e que escrevessem seus nomes. Mesmo dispondo do material desde o início do ano, ainda não o tinha utilizado. É um material bastante interessante, pois através do trabalho com um grupo de palavras as crianças vão fazendo as devidas relações e questionamentos que a levam a avançar de nível. É também interessante porque não usa palavras soltas sem contexto, mas parte de algo que está sendo discutido pelos alunos, bem como se utiliza das constantes trocas vivenciadas entre os alunos (pois as atividades são realizadas em grupos, sempre, afinal a turma é organizada assim.).

Além disso acredito que os momentos de leitura são bastante importantes na construção do conhecimento de leitura e escrita, principalmente quando esse hábito não é vivido em casa, (que é o caso da maioria dos meus alunos), pois além de ser um momento prazerozo, onde podemos vivenciar novas experiências através de uma história, também nos faz experimentar um tipo de letramento, o da literatura, ou seja, entrar em contato com um novo mundo.

Lembro que quando surgiu o primeiro ano, as orientações eram de que o trabalho desenvolvido deveria preparar as crianças para a alfabetização no segundo ano, quando fizemos o curso de capacitação do Geempa recebemos a orientação de que deveríamos alfabetizar os alunos já no primeiro ano. Obviamente, no início, fiquei confusa. Juntando-se a isto os comentários das colegas criticando a proposta sempre nos fazem desanimar e duvidar que pode dar certo. No começo do ano, duvidei que conseguiria trabalhar o livro com os meus alunos, achava a turma imatura(para a prposta), porém com o passar do tempo e com um maior conhecimento dos alunos, propiciado, inclusive, pelas entrevistas (testes), tudo foi ficando mais claro e acho que estou me sentindo cada vez mais segura para o trabalho com a prposta. Não sei se obterei êxito com todos os alunos, mas penso que o primeiro passo é acreditar que é possível.

Tentei explicitar melhor as atividades, como foi pedido. Quanto a sugestão da professora de trabalhar com mais atividades lúdicas, já as utilizo bastante, todos os dias e penso que até poderia usar mais, já que meus alunos tem entre cinco e seis anos e percebo que as atividades não podem ser muito extensas, pois o intereesse deles cai, por isso é interessante que sejam divertidas. Fico um pouco dividida em relação há isso. Quando fizemos a cadeira de ludicidade, lembro que a professora Tânia dizia que o brincar só pelo brincar já é válido e eu concordo com isso, mas, de acordo com a proposta do Geempa, o jogo deve sempre ter um objetivo alfabetizador.

na sexta semana...

Durante esta semana, me senti um pouco cansada, não sei exatamente o porquê, penso que é pelo acúmulo de responsabilidades, e também por causa da minha desorganização, que faz tudo parecer mais complicado...
O fato é que além das exigências do estágio, tenho também que cumprir com o que é pedido na proposta do Geempa, e estou me dando por conta que tenho deixado esta proposta um pouco de lado e fico com medo de não estar conseguindo realizar nem meu estágio e nem a proposta pedagógica do Geempa de maneira "correta", afinal, esta também pode ser encarada como um estágio pra mim, pois é a primeira vez que tenho contato com ela, e também que trabalho com uma turma de primeiro ano. Com as testagens praticamente concluídas (faltam 2 alunas), pude ter uma noção de como estão os meus alunos, constatei que tenho 4 alunos já silábicos, que grafam uma letra para cada sílaba, 1 aluno que ainda está no nível pré-silábico 1, que ainda pensa que se escreve com desenhos e o restante da turma está no nível pré-silábico 2, que já usa letras para escrever, porém sem correspondência de sons. O que me chamou atenção é que uma das etapas do teste é mostrar a letra e perguntar que letra é, para meu espanto, muitos alunos não sabiam dizer o nome da maioria das letras, mesmo tendo trabalhado tanto com o alfabeto. Claro que também percebi muitos avanços do início do ano até aqui e muitos alunos me surpreenderam por já saber muitas coisas;
Na segunda -feira, li um livro da nossa caixinha, os animais do mundinho, que além de falar dos tipos de animais e de suas características, também fala do respeito que devemos ter por todos os tipos de vida . As ilustrações do livro eram feitas com montagens do tangram, aquele jogo chinês de sete peças geométricas. Quando vi o livro já pensei em fazer com as crianças, eles se admiraram quando eu disse que todas aquelas figuras eram feitas com o mesmo jogo e gostaram da idéia de montar os bichinhos, então pintamos e recortamos as peças e deixei eles montarem livremente, depois muitos alunos quiseram olhar no livro para poder montar os animais da hisória, como alguns não conseguiram montar sozinhos, montei alguns modelos no quadro para que eles conseguissem montar.
Fiquei pensando depois se não era uma atividaade não aapropriada para a faixa etária dos meus alunos, mas penso que isso pode ser relativo, pois muitos alunos conseguiram montar muitas figuras, outros já tiveram maior dificuldade, mas todos tem a mesma idade, entre 5 e 6.
Recebi uma nova aluna, na quarta-feira, percebi que ela é um pouco agitada e bem comunicativa, já se enturmou com muitos alunos da sala. Não que seja ruim, mas toda vez que algum aluno sai da turma ou um novo entra, parece que a turma inteira muda, pelo menos até nos readaptarmos.
Penso que no mais tudo correu bem. Fico um pouco insegura em relação ao meu planejamento, à organização do meu pbworks, pois não podemos espiar o espaço das colegas como nos outros semestres. sei que isso é bom pelo fato de poder criarmos de acordo com o que pensamos, sem nos apoiar na maneira que o outro faz,o que pode trazer maior autonomia e nos obriga também a ter mais criatividade. Mas penso que o lado ruim é justamente essa insegurança, de pensar "será que estou fazendo certo?", que deve ser reflexo do modo como fomos educados, sempre olhando um modelo, sem poder simplesmente criar do nosso jeito.

Reflexões 5ª semana

Nesta semana me propus realizar as testagens do Geempa, consegui fazer com alguns alunos, realizei com um aluno por aula e usei também a hora do recreio para conseguir agilizar os testes. Porém foi bastante complicado fazer o teste durante a aula, pois as crianças ficam constantemente nos solicitando ,terei que continuar com os testes na próxima semana, afim de concluir a avaliação. Já consegui perceber, durante as testagens, que a maioria dos meus alunos estão entre os níveis pré-silábico2( que já sabe que usam-se sinais gráficos para escrever) e silábico (quando escrevem uma letra para cada sílaba).
Essa semana recebi a visita da professora Maria Elly e claro que fiquei um pouco nervosa na hora, penso que isso é normal, afinal sabemos que estamos sendo avaliadas, mas gostei muito da visita, foi bastante tranquila.
Toda essa situação me fez pensar na avaliação. Uma parte muito importante do processo de ensino-aprendizagem, que deve servir para diagnosticar o que precisa ser melhorado nas aulas e não para medir conhecimentos. Deve ser constante e não apenas em datas marcadas e também deve avaliar o crescimento do aluno sem compará-lo a um modelo. Penso que a proposta do Gemmpa ccompreende a avaliação dessa forma, e que também o nosso curso o Pead acredita nessa concepção de avaliação.
A semana foi um pouco tumultuada, devido aos testes, mas consegui desenvolver o planejamento. Trabalhamos bastante o alfabeto, letras iniciais e o nome, pois como a maioria dos meus alunos não fez pré, percebi que muitos ainda não conhecem bem as letras do alfabeto, mesmo estando trabalhando com o alfabeto desde o início do ano.

Reflexões 4ª semana

Trabalhamos sobre a família, tanto por estar relacionado com o tema que estamos trabalhando, como pela aproximação do dia das mães. Antes de começar a trabalhar sobre esse assunto, pensei em como poderia trabalhar de uma forma a não reforçar uma imagem estereotipada de família e de mãe. Escolhi um livro para começar a falar sobre o assunto, As famílias do mundinho, de Ingrid B. Belinghausen. O livro fala dos diversos tipos de família existentes, das diferenças entre cada uma, a partir disso pudemos discutir sobre as famílias de cada um. Eles adoraram trazer suas fotos de quando eram pequenos. As atividades de debate, nesta semana foram bem legais, pois cada um pode contar um pouco de sua família para os colegas e com a atividdade de perguntar para os pais em casa sobre a sua história, uma oportunidade de envolvimento de toda a família na atividade, o que sempre enriquece o trabalho. Penso ser importante trabalhar desta forma, pois cada vez mais as famílias apresentam formatos diversos, sendo importante trabalhar de maneira a respeitar todas as diferenças. E sabemos que existentes muitos pré-conceitos em relação a este assunto, escutamos nas escolas muitas críticas sobre a desestrutura familiar sendo muitas vezes a grande culpada pelo fracasso dos alunos, e podemos constatar que o fato de não ter uma família modelo não significa que esse aluno não terá bom rendimento. Penso que essas discussões são um aprendizado para nós professores também, para podemos repensar nossos conceitos e poder transformá-los.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Índios

Nesta segunda semana de estágio, trabalhei sobre a cultura indígena, o que foi bastante interessante, pois precisei me informar bastante, ler muita coisa, para poder me sentir segura para conversar com as crianças sobre esse assunto, já que gostaria de trabalhar sobre o tema de uma forma a descobrir esse "personagem" de uma forma diferente daquela que estamos acostumados a ver nas escolas. Em uma atividade de conversa sobre os índios, pude perceber como as crianças já tem, desde pequenas, uma idéia estereotipada , adquirida através da mídia e de comentários que escutam no meio onde vivem. Antes de contar a história "A lenda do dia e da noite", fizemos uma rodinha para discutir, comecei falando que naquele dia estávamos comemeorando o dia do índio e perguntei para as crianças "como era o índio, se já tinham visto um?" eles apontaram para os desenhos (cópias mimeografadas coloridas pelos alunos) que as crianças da turma da manhã haviam deixado exposto na sala de aula afirmando que eram índios, e disseram que só tinham visto na tv, que eles não usavam roupas e viviam na floresta, em cabanas. Disse a eles que existiam muitas tribos diferentes de índios, que tinham sua própria língua, suas danças, suas histórias, brincadeiras e então disse que contaria para eles uma história inventada pelos índios Karajá, que era o nome de uma tribo indígena. As crianças adoraram e gostaram muito quando mostrei as imagens das esculturas de barro que esses índios fazem e vibraram quando disse que nós podíamos fazer bonequinhos de barro também. Deu bastante bagunça e eles estavam bastante agitados, mas foi muito legal.
No segundo dia, li para eles uma revistinha da Turma da Mônica que falava da cultura dos índios, muito legal, pois falava de uma forma bem clara, fiquei um pouco apreensiva em ler uma história em quadrinhos para as crianças, por ser um tipo de leitura para ser feita individualmente, então perguntei se eles conheciam revistas em quadrinhos, muitos responderam afirmativamente, decidi arriscar. Conversamos sobre o que lemos na historinha e montamos um mural, apenas uma aluna trouxe 1 figura sobre os índios, como tinha pedido na aula anterior, colocamos no mural também palavras do nosso vocabulário que vem das línguas indígenas. Li algumas curiosidades para eles sobre as crianças indígenas, cmo são tratados em suas aldeias, como se diz a palavra em algumas línguas indígenas. Nesta semana acredito que minha aprendizagem mais significante tenha sido quanto à cultura indígena. Percebo que nós professores temos também uma idéia bastante "bitolada" da cultura dessas nações e acredito que o conhecimento dessas culturas pode fazer com que nossa maneira de ver o mundo mude, pois quanto mais culturas diferentes temos a oportunidade de conhecer mais podemos entender que as diferenças existem para enriquecer e que não existe um modelo que deve ser seguido como certo. Para poder trabalhar com as crianças, precisei ler bastante e descobri tantas coisas interessantes e vi o quanto sabemos pouco sobre a cultura dessas nações o que me levou a pensar em como precisamos trabalhar sobre isso em nossas escolas, pois a mídia dá valor às culturas vindas de outros países e divulga muito pouco sobre as culturas do nosso país, que é extremamente rica o que me levou a pensar também, na importância do hábito de pesquisar.